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Mecânico de 38 anos morre após ser picado por cobra em Amparo

Um mecânico de 38 anos morreu após ser picado por uma cobra cascavel, na zona rural de Amparo, SP. De acordo com o registro da ocorrência, ele foi levado para a Santa Casa do município, mas morreu depois de ficar 12 horas internado. A família da vítima reclama de omissão da unidade médica por não ter aplicado o soro antiofídico, alegando assim, negligência no caso.
Segundo a Polícia Civil, Ricardo da Silva de Jesus foi picado pelo animal em um sítio onde estava no último sábado, 5. A esposa dele, Rosana de Jesus, afirmou que, se o hospital tivesse avisado que não tinha o soro, a família teria levado o mecânico para outro hospital por conta própria garantindo sua sobrevivência.

A Santa Casa de Amparo informou que todos os soros para picadas de animais peçonhentos são de responsabilidade do governo estadual e é a Unicamp que armazena os medicamentos. E ainda de acordo com o hospital, o procedimento padrão é checar o paciente, medicar a dor e incluí-lo na Central de Regulação de Vagas.

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp, em defesa, confirmou que a Santa Casa de Amparo entrou em contato assim que o mecânico deu entrada no hospital e que o soro foi disponibilizado assim que houve a confirmação, de fato, do envenenamento e de qual era a espécie da cobra que havia picado a vítima. Porém, assim que o motoboy do hospital chegou até a Unicamp para pegar o antídoto, foi recebida a informação de que o paciente já tinha morrido.
Segundo o atestado de óbito, as causas da morte de Ricardo foram insuficiência respiratória aguda, edema agudo de pulmão, ação de veneno de cobra e acidente ofídico. Para o advogado da família, Carlos Alberto Martins, houve negligência no caso. “O que o hospital deveria ter feito era trazer o soro ou transferir o paciente imediatamente para onde tem o atendimento adequado. Não deixar o paciente agonizando, com dor, até o seu óbito”, disse.

Procurada, a Santa Casa declarou que só irá se manifestar sobre o caso após a conclusão da sindicância que foi aberta para verificar se houve erro na condução do atendimento.

. A Secretaria de Saúde do Estado informou que a distribuição de soroterapia é de responsabilidade do Ministério da Saúde, e que o Estado só redistribui para os municípios. A pasta esclareceu ainda que a definição de locais estratégicos para a disponibilização do soro contra animais peçonhentos é feita pelo órgão federal e que a nossa região está abastecida, contando com quatro unidades estratégicas de distribuição do soro: Campinas, Jundiaí, Bragança Paulista e Atibaia.

 

Com informações do portal de notícias g1.com

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