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Nas serras paulistas, tutores e seus pets passeiam e curtem a data (fotos: arquivos pessoais)
No Dia Mundial do Cão, conheça destinos paulistas que atraem os viajantes humanos e pets e por quê São Paulo é o destino mais pet friendly do Brasil
“Vocês aceitam pet”?
Essa é uma pergunta feita por muitas famílias à hotéis, pontos turísticos, restaurantes, companhias aéreas e diversas empresas do ramo de turismo. O motivo é que o Estado de São Paulo abriga 42 milhões de pets, representando 26% ou seja, quase um quarto dos 160,9 milhões de animais de estimação presentes no país, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e o Instituto Pet Brasil. Desse total, 14,3 milhões são cachorros, e como parte das famílias, são incluídos no planejamento de viagem.
Mais do que uma tendência, o turismo pet friendly já é uma realidade e uma necessidade para as famílias que querem viajar com seus companheiros de quatro patas. De acordo com dados da Booking.com, 52% dos brasileiros que viajaram com animais de estimação no ano passado incluíram passeios por centros urbanos ou atrações pet-friendly no roteiro.
Diante disso e para comemorar este dia 26 de agosto, Dia Mundial do Cão, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) pediu para que tutores de pets contassem sua experiência em destinos de São Paulo e contassem o que mais gostaram no destino e na viagem. Para os que amam destinos serranos, com aventura ou só para relaxar, são dicas para lá de especiais. Confira:
“Estar juntos, em família, criando memórias que ficam para sempre”
Em junho de 2025, vivemos dias muito especiais em Campos do Jordão, durante o Festival de Inverno. Eu, meu marido Alexandre, nosso filho Enrico e nossa nora Gabriela partimos para essa viagem com uma condição muito importante: o Lucky precisava ir com a gente!
Quando começamos a procurar onde ficar, nossa prioridade era encontrar um lugar que acolhesse toda a família — inclusive o nosso filho de quatro patas. Foi assim que encontramos uma pousada, um verdadeiro refúgio em Campos do Jordão. Administrada por um casal, a pousada tem aquele clima de casa, familiar, aconchegante e seguro, com chalés charmosos e um café da manhã delicioso. E tivemos a sorte de encontrar um chalé familiar espaçoso, onde conseguimos ficar todos juntos. Para nós, isso fez toda a diferença.
E o Lucky? Ah, ele simplesmente amou! Passeou pelas ruas de Campos, aproveitou cada momento ao nosso lado e ainda descobrimos vários lugares pet friendly para curtirmos juntos. Almoçamos, passeamos pela charmosa Vila Capivari, jantamos e conhecemos outros cantinhos deliciosos da cidade.
Mais do que conhecer Campos do Jordão, essa viagem nos proporcionou algo que valorizamos muito: estar juntos, em família, criando memórias que ficam para sempre. Porque viajar é maravilhoso… mas poder viajar com quem amamos — inclusive com nosso filho de quatro patas — torna tudo ainda mais especial. Campos do Jordão ficou na nossa memória como um daqueles lugares para onde certamente queremos voltar.”
– Raquel Martins, formada em Marketing e hoje aposentada, tem 57 anos. Tutora do Lucky, de 10 anos. Viajou para Campos do Jordão.
“Muito espaço para os cães e humanos se esbaldarem”
“Estivemos em Campos do Jordão e ficamos hospedados em um hotel pet friendly, onde os pets têm acesso a todos os ambientes, inclusive no restaurante, onde é servido o café da manhã.
O hotel é incrivelmente enorme, cercado por natureza. Há muito espaço para os cães e humanos se esbaldarem, incluindo as trilhas em mata fechada. Além disso, há um lago e duas piscinas, umas delas com borda infinita, tudo liberado para os pets. As acomodações são bem espaçosas, geralmente ficamos nos bangalôs que tem uma varanda fechada e vista para mata.
É uma excelente opção para quem busca um hotel pet friendly de verdade, com muita conexão com a natureza. Além disso, está a poucos minutos de carro do centro de Campos do Jordão, onde existem muitas opções de passeios e gastronomia pet friendly.
Em Campos, o que o Bob, o João e a Maria mais gostaram foi o clima, sempre com uma temperatura boa e muitos locais pra passeio juntos na cidade. No hotel, amam as trilhas, piscinas e lago”.
– Luis Higa Junior, 42 anos, comerciante. É tutor de Bob, de 12 anos, do João, de 3 anos, e da Maria, de 5 anos. Viajaram para Campos do Jordão.
“Relaxamento para os humanos e novas experiências para o Paçoca”
“Em julho de 2026, viajamos para São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos. Nossa viagem foi em busca de relaxamento para os humanos, bem-estar e novas experiências para o Paçoca. Caminhamos em estradas de areia, gramados maravilhosos, cachoeiras (nós amamos!) e o Paçoca teve contato com outros cães, cavalos e animais. Ele teve um pouco de medo logo que ouviu o barulho dos cavalos e de algumas aves (maritacas e siriemas) também, porque elas “gritam” bem alto, mas depois se acostumou.
Mas nosso objetivo era ele viver esse ambiente diferente mesmo, se acostumar. E ele curtiu muito os passeios nas estradas de terra, morder gravetinhos. Logo perdeu o medo e ficou confortável. Com outros cães ele se dá bem, já tinha tido contato, mas com os cavalos e aves foi a primeira vez.
Além disso, gostamos que na cidade há várias opções de passeio e locais pet friendly. O centro da cidade tem artesanato local e uma destilaria que é maravilhosa. Os restaurantes também são muito bons. Além disso, também tem lojas com produtos locais como mel e queijos diversos”.
– Juliane Assunção Paiva, médica, 34 anos. É tutora do Paçoca, de 06 meses. Viajaram para São Francisco Xavier.
“Não preciso escolher entre viajar e estar com os meus filhos. Eles simplesmente fazem parte da viagem”
Depois de tantas viagens com meus filhos de quatro patas, foi difícil escolher uma pra contar. Escolhi Brotas porque foi um dos primeiros destinos que conheci com meus cães, lá no início de 2016. Meu marido estava viajando a trabalho, eu sozinha com os cães e cansada de ficar só em casa, eu queria fazer alguma coisa com eles, mas ainda tinha pouca experiência em viajar com os cães. Escolhi ir pra Brotas, porque já conhecia e gostava de lá, mas seria a primeira vez com os cães e estava insegura.
Fui sozinha com a Cindy e o Bob e passamos um final de semana maravilhoso! Fizemos trilhas, visitamos cachoeiras, passeamos pela cidade. Gostamos tanto que, dias depois, voltamos levando meu marido, porque eu queria muito que ele conhecesse os lugares que fui com eles. E acabamos voltando muitas, muitas vezes.
Em 2017, quando a Cacau e a Bella chegaram à família, Brotas foi um dos primeiros destinos para onde viajamos com os quatro. De lá para cá, já fizemos muitos passeios por lá: cachoeiras, nascentes, mirantes, trilhas, e até rafting já fizemos! Cada viagem acabou tendo uma história diferente, e acho que é justamente isso que faz a gente querer voltar.
Já visitamos Brotas em diferentes épocas do ano, já visitamos sozinhos, já fizemos passeios em grupos, e é sempre uma delícia. Uma das coisas que mais gosto em Brotas é que não preciso escolher entre viajar e estar com os meus filhos. Eles simplesmente fazem parte da viagem. Tem dias de aventura, dias de trilha, momentos de descanso, lugares para comer juntos, e até uma “esticadinha” até Jaú pra comprar sapatos. E existe uma parada que já virou obrigatória: a cachaçaria. Sempre que vou a Brotas, adoro passar por lá para comprar queijos, doces, licores, embutidos… uma paradinha por lá não pode faltar!
Acho que Brotas foi importante para mim porque foi um dos primeiros lugares que me mostrou, na prática, que viajar com cachorro não precisa significar abrir mão da experiência, pelo contrário. Muitas das minhas melhores lembranças de lá só existem porque eles estavam comigo.
– Sharlene Irente, sócia e fundadora da Cãomigo, agência de turismo pet friendly, e tem 42 anos. É tutora da Cindy (in memoriam), do Bob, de 14 anos, da Cacau, de 9 anos, e da Bella, de 10 anos. Viajaram para Brotas.
“Aproveitamos o Festival de Cerâmica com ele”
“Nossa última viagem foi em junho. A gente foi para Cunha, porque estava acontecendo o FICC- Festival Internacional de Cerâmica de Cunha. Nós fomos num sábado, 06, e voltamos no domingo, 07. Ficamos lá em uma pousada que aceitava pet.
Ela era um chalé, então basicamente todo mundo que estava lá naquela pousada foi porque ela aceitava pet. Tinha, acredito, que uns cinco chalés e cada pessoa levou o seu cachorro. Era um lugar não no centro de Cunha, ele era um pouco afastado, a gente pegou até uma estradinha de terra. E era um lugar aberto, tinha galinha, pato. Então era um lugar muito agradável para estar com o Kurt Russell, nosso cachorro, que é da raça Jack Russell Terrier, lá.
Com relação ao Festival da Cerâmica, que foi o que atraiu a gente para lá, eu antes conversei com a organização pelas redes sociais perguntando se aceitava pet, porque também não era uma informação que estava fácil assim. Então, conversei com eles, mas eles foram super solícitos e falaram que aceitava. Então, esse Festival da Cerâmica num local aberto, no centro da cidade. Tem expositores, você pode comprar cerâmicas também. É bem legal assim, dá para andar com ele bem lá, foi bem fácil e agradável estar com o nosso cachorro do lado.
Procuramos alguns restaurantes que aceitavam ele, a gente almoçou num restaurante japonês que aceitava, ele tinha área pet, a gente foi. Jantamos e como era junho, jantamos lá no centro, perto da matriz, porque estava tudo enfeitado de festa junina, então estava acontecendo quermesse. Aí a quermesse também aceitava pet! Nós jantamos lá pela quermesse e fomos também num lugar super agradável no dia seguinte que também podia ir com ele, também muito bonitinho, super arrumadinho e agradável.
É uma cidade que tinha bastante coisa que a gente podia fazer com ele, mas como a gente foi também mais voltado para cerâmica, então aproveitamos o Festival com ele. Outro lugar muito agradável que tinha na cidade chama-se O Lavandário e pudemos ir com ele. Então ele foi um lugar muito agradável, tinha um mirante muito bonito. E tiramos lindas fotos com ele.
– Roberta Regina Barbosa Lopes, advogada, 39 anos. É tutora do Kurt Russell, de 3 anos. Viajaram para Cunha.
Dia Mundial do Cão
O Dia Mundial do Cão, também conhecido como International Dog Day, foi criado em 2004 nos Estados Unidos por Colleen Paige, defensora dos animais e especialista em comportamento pet.
A escolha de 26 de agosto se deu porque neste dia, a família de Colleen adotou seu primeiro cão, um Sheltie, de um abrigo local. O gesto inspirou a criação de uma data global para celebrar os cães e chamar atenção para desafios a serem superados, como abandono, maus-tratos e superpopulação nos abrigos.
Em 2013, a data foi reconhecida oficialmente por meio de legislação no estado de Nova York, ampliando sua visibilidade e força de conscientização sobre bem-estar animal.