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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) incluiu a Atrofia Muscular Espinhal (AME) entre as doenças rastreadas pelo teste do pezinho na rede estadual. A medida vai impactar, a partir desta segunda-feira (12 de outubro), cerca de 475 mil bebês paulistas nascidos todos os anos e é válida para os 645 municípios. A doença degenerativa evolui rapidamente e o diagnóstico precoce permite antecipar o tratamento e reduzir os impactos da progressão da doença.
Com a resolução, a Secretaria amplia para oito o número de doenças rastreadas por meio do teste do pezinho, realizado após 48 horas do nascimento e até o 5º dia de vida do bebê, São elas: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. No caso da AME, a análise será feita com a mesma amostra de sangue já retirada do calcanhar do bebê para o teste do pezinho, sem necessidade de uma nova coleta nesta etapa. O método permite identificar alterações genéticas associadas à doença antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas.
Nos casos em que houver suspeita da doença, o paciente será encaminhado para um Centro Especializado de Referência de Atrofia Muscular Espinhal, onde fará exame confirmatório com material coletado da parte interna da bochecha. Atualmente, os custos destes exames para AME, na rede particular, são de cerca de R$ 1,5 mil. O Governo de São Paulo vai investir R$ 20,8 milhões em recursos próprios por ano para que o Programa de Triagem Neonatal Paulista faça o rastreio da AME, para bebês nascidos em hospitais públicos ou privados.
O exame começa a ser realizado pelo Instituto Jô Clemente, pioneiro no Teste do Pezinho no Brasil, e será incorporado gradualmente pelos Hospitais das Clínicas da Unicamp e de Ribeirão Preto (HCRP).
Saiba mais em: https://www.agenciasp.sp.gov.br/teste-do-pezinho-passa-a-rastrear-atrofia-muscular-espinhal-gratuitamente-no-sus-em-sp/